Idosos

Câncer de pele

O câncer mais frequente no Brasil, ligado à exposição solar acumulada. A avaliação de lesões suspeitas e o exame periódico da pele são o que permite o diagnóstico precoce.

Sinais e sintomas mais comuns

  • Lesão que não cicatriza em algumas semanas
  • Ferida que sangra com facilidade e volta a abrir
  • Pinta que mudou de tamanho, forma ou cor
  • Pinta com bordas irregulares ou mais de uma cor
  • Lesão perolada, brilhante, com vasinhos na superfície
  • Área áspera e persistente em região exposta ao sol

O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil. Está diretamente relacionado à exposição solar acumulada ao longo da vida, o que explica por que a incidência aumenta com a idade e por que as lesões aparecem principalmente em áreas cronicamente expostas: rosto, orelhas, couro cabeludo, colo, mãos e antebraços.

Esta página tem um objetivo específico: ajudar você a reconhecer o que merece avaliação. Ela não substitui o exame da pele, que é o que permite o diagnóstico.

Os tipos, em linhas gerais

Existem tipos diferentes, com comportamentos distintos.

Os carcinomas são os mais frequentes. Costumam crescer localmente, em geral de forma lenta, e o tratamento é bem estabelecido quando o diagnóstico é feito cedo.

O melanoma é menos comum, mas tem comportamento mais agressivo e capacidade de disseminação. É o tipo em que a detecção precoce mais faz diferença.

Essa distinção é feita na avaliação e, quando necessário, com exame do material da lesão. Não é possível determinar o tipo apenas pela aparência, e é por isso que a autoavaliação serve para identificar o que precisa ser visto, não para concluir do que se trata.

O que merece avaliação

Alguns sinais devem levar à consulta sem espera:

  • Uma lesão que não cicatriza dentro de algumas semanas
  • Uma ferida que sangra com facilidade, forma crosta e volta a abrir
  • Uma pinta que mudou de tamanho, formato ou cor
  • Uma pinta com bordas irregulares, cores variadas ou assimetria
  • Uma lesão que se destaca por ser diferente de todas as outras da sua pele
  • Uma área áspera e persistente em região exposta ao sol

O elemento comum a essa lista é a mudança. Uma lesão estável há anos preocupa menos que uma nova ou que uma que se alterou nos últimos meses.

Sobre a autoavaliação

Observar a própria pele é útil e recomendável. Vale examinar o corpo todo com alguma periodicidade, incluindo áreas menos visíveis, com ajuda de espelho ou de alguém da família. Costas, couro cabeludo, orelhas e pés são regiões frequentemente esquecidas.

Duas ressalvas honestas.

A autoavaliação identifica o que merece ser visto. Ela não diagnostica, e não deve ser usada para tranquilizar a si mesmo sobre uma lesão que chamou atenção.

E o câncer de pele pode surgir também em áreas pouco expostas ao sol, incluindo regiões que raramente são examinadas.

O papel do exame periódico

A avaliação com dermatoscopia permite observar características das lesões que não são visíveis a olho nu, o que aumenta a capacidade de distinguir o que é benigno do que merece investigação.

A frequência recomendada não é a mesma para todos. Ela considera histórico pessoal e familiar, características da pele, número de pintas e exposição solar acumulada. Definir esse intervalo é parte da consulta.

Prevenção

A fotoproteção continua sendo a medida mais eficaz, e ela vale em qualquer idade. Isso inclui protetor solar, roupas, chapéu e busca de sombra nos horários de maior radiação.

Vale registrar que a proteção tem valor mesmo depois dos danos já acumulados. Não é uma medida que só faz sentido na juventude.

Quando procurar avaliação

Diante de qualquer lesão nova que persiste, de qualquer ferida que não cicatriza, ou de qualquer mudança em uma pinta existente, a orientação é procurar avaliação sem aguardar a próxima consulta de rotina.

Uma observação sobre o tom desta página: o objetivo não é gerar alarme a cada mancha na pele. A maioria das lesões é benigna. O que se busca é que aquelas que não são cheguem cedo à avaliação, porque é aí que o diagnóstico precoce faz diferença real.

Dúvidas frequentes

Toda pinta é motivo de preocupação?

Não. A grande maioria das pintas é benigna e permanece assim a vida toda. O que merece avaliação é a mudança: pinta que cresce, muda de cor ou de formato, coça, sangra, ou que se destaca por ser diferente das demais.

Com que frequência devo examinar a pele?

A periodicidade da avaliação é definida individualmente, considerando histórico pessoal e familiar, características da pele e exposição solar acumulada. Não existe um intervalo único para todo mundo, e essa definição faz parte da consulta.

Só quem se expõe muito ao sol tem risco?

A exposição solar acumulada é o principal fator, mas não o único. Histórico familiar, pele clara, número elevado de pintas, imunossupressão e exposições intensas na infância também pesam. Além disso, o câncer de pele pode surgir em áreas pouco expostas.

Se eu descobrir cedo, muda alguma coisa?

Muda bastante. O diagnóstico precoce é o fator que mais influencia o tratamento e o prognóstico, em praticamente todos os tipos. É exatamente por isso que lesões suspeitas merecem avaliação sem espera.

Vamos avaliar a sua pele?

O primeiro passo é entender a sua história.

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